Mesmo estudando a saúde como serviço prestado pelo poder público e seus problemas, não é essa a expressão da questão social que mais me chama a atenção no momento. Diante de toda a população mundial está o desastre das enchentes nos municípios de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, todos localizados no Estado do Rio de Janeiro. Pessoas que dependem, a partir de então, da solidariedade para sobreviver e do trabalho de profissionais que arriscam suas vidas para salvá-las. Somos surpreendidos a cada isntante pelos noticiários com o aumento no número de vítimas e com desabamentos incessantes. Cidades inteiras transformadas em rios e pessoas em "peixes fora d'água".
As vítimas são vítimas desde suas tentativas de sobrevivência muito antes de tal acontecimento. Lutando por vida digna a partir de salários MÍNIMOS quando comparados a preços abusivos e à falta de oportunidade. Foi tirado tudo de quem não tinha nada. Vidas arriscadas em moradias precárias, agora dividem espaço em lugares grandes e seguros, mas que não representam nem um terço do conforto do seu lar. Essa é a importância do que foi perdido e o motivo da resistência de muitos que se recusam a deixar suas casas. O conforto de um lar conquistado com suor e mobiliado com raça. A situação problema que já existia, está agora ainda pior. Com solução mais difícil, ainda nem encontrada. Agora vejamos a criação de mais medidas paliativas e a preocupação temporária com os que vivem em situação semelhante, até que venha a próxima. Que Deus os abençoe.
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